Simbologia Escoteiros

Grupo Escoteiro K2 - 89º/SP

Escoteiros saudando a bandeira.

Flor-de-lis

flor-de-lis é o símbolo do escotismo mundial, a origem deve-se a utilização da mesma em cartas náuticas representando o norte com a sua ponta, assim como uma rosa dos ventos, além de ser o símbolo da monarquia francesa desde o século XII.

Baden-Powell então a escolheu como representação do movimento que ele criara, pois idealizava a direção que o escotismo seguiria desde então, a flor-de-lis para os franceses também representava pureza de espírito, luz e perfeição, atributos incorporados no escotismo até os dias de hoje.[16]

Chapéu e Lenço escoteiro

Tal como Frederick Russell Burnham, Baden-Powell era um batedor militar. Depois de servirem juntos na Campanha dos Matabeles em 1896, Burnham introduziu Baden-Powell ao ponto de ebulição a maneira do Oeste americano e do woodcraft, e aquí que ele usou seu chapéu Stetson e Lenço escoteiro pela primeira vez.[17]

Hoje em dia, o uso das cores dos lenços é diferente entre associações e países, mas a honra que lhe devemos será sempre igual. Usado geralmente em cerimônias, o lenço é enrolado, colocado ao redor do pescoço e então preso com um anel. Cada organização escoteira tem liberdade para definir as cores e o emblema de seu lenço. É uma tradição em acampamentos e eventos ao redor do mundo trocar lenços com outros escoteiros, sendo que alguns chegam a formar verdadeiras coleções.

Aperto de mão

Diferente do habitual aperto com a mão direita, o escoteiro se cumprimenta com a mão esquerda, devido a uma passagem vivida por Baden-Powell, aonde o chefe de uma tribo indígena estende a mão esquerda, com o argumento de que para tal ele tem de largar o escudo, depositando toda sua confiança no outro, mesmo que este seja seu adversário.[3]

Sinal escoteiro

Com os dedos médio, indicador e anular unidos, simbolizando os três pilares da Promessa Escoteira (DeusPátria e o Próximo), e o polegar se sobrepondo ao mínimo, indicando a proteção do mais forte para com o mais fraco.[3]

Saudação escoteira

Em todas as esferas, todos os membros do movimento escoteiro, ao se verem pela primeira vez no dia se saúdam, sendo o primeiro a ver o primeiro a saudar. A saudação também é realizada para cumprimentar autoridades, durante cerimônias de hasteamento e arriamento da Bandeira Nacional. A posição dos dedos, é a do sinal escoteiro, mas ligeiramente de lado a frente da testa.[3]

Prática religiosa[editar | editar código-fonte]

Jamboree, 2007.

A prática religiosa e a abordagem da Religião é diferente entre as Associações. Umas consideram que é necessário ter uma religião (CNE, UEB) outras (AEP) consideram que isso não é obrigatório e aceita membros com e sem religião.[1]O Escotismo respeita e estimula os jovens a buscarem ou participarem de uma religião, seja ela qual for, e não impõe determinada religião. Incentivando ainda, o jovem a seguir os preceitos que ela o apresenta.[9]

O primeiro comprometimento de um escoteiro é com Deus

Como define a CNE:[12]

Deus é sempre presente no dia-a-dia do escoteiro, e se espera que ele esteja no coração de todos os jovens.

Deus é muito mais do que comprometimento. Ele não é apenas uma grande presença devido a Promessa. Ele é um uma parte da vida do escoteiro, mas além disso em todas as relações interpessoais Ele tem que estar presente.

A Promessa contém um profundo comprometimento para com Deus. Assim, a primeira promessa que um escoteiro faz é prometer amar a Deus, já que o amor é uma dadiva cedida por Ele. Mas amar a Deus não significa amar somente a ele e sim dedicar o amor aos outros, a família, aos amigos, as coisas criadas por Ele e a Pátria.

E é óbvio que a visão do amor à Deus depende da cultura e da religião de cada ser e isso é respeitado.

Como define a AEP (Associação dos Escoteiros de Portugal) na sua Política de Liberdade Religiosa e Espiritual:1.         A AEP assume-se como uma associação aberta a todos (…), garantindo a todos os seus membros a liberdade de consciência, de religião e de culto em conformidade com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, a Constituição e as leis Portuguesas.

2.         A AEP inclui membros com diferentes opções espirituais e religiosas e assume cabalmente a liberdade de identidade espiritual, religiosa e de fé de cada um, promovendo o respeito e cooperação entre distintas opções e orientações, da seguinte forma:

a)        Os membros da AEP podem ter ou não ter religião;

b)        Todos os membros são encorajados a desenvolver a sua dimensão espiritual, em coerência com a sua opção religiosa e, quando aplicável, a fazer esforços para progredir no conhecimento e observância dos compromissos inerentes à sua religião;

c)         Os membros da AEP não podem ser obrigados a professar uma crença religiosa ou a participar em quaisquer atos religiosos, devendo, no entanto, ser encorajados a participar nos serviços religiosos da religião que professam, quando aplicável;

d)        A fórmula do Compromisso de Honra e da Promessa deverá ser adequada à opção religiosa de cada membro, (…);.[1]

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